Turismar

Entrevista com Carol Castro

Abaixo veja a entrevista que a atriz Carol Castro concedeu ao Diário do Grande ABC.

A Sheila de Beleza Pura é a sua primeira personagem cômica na TV. Como você lida com esse estilo de interpretação?

Carol Castro – Assim que soube que a personagem cairia um pouco para esse lado fiquei empolgada. Sempre tive uma veia cômica, acho que aprendi em casa. Meu pai, Luca de Castro, é ator, professor, diretor, está na estrada há um tempão e, no melhor sentido da palavra, é um verdadeiro palhaço. Não é difícil fazer humor na TV, mas é claro que não é para qualquer um. Tem de saber dosar para não ficar repetitivo ou enjoativo. Tanto que várias características dela que estavam na sinopse hoje em dia não são mais trabalhadas no ar.

O que motivou essas mudanças?

Carol Castro – Todo mundo fala que novela é uma caixinha de surpresas, igual ao futebol. E é mesmo. Sugeri algumas coisas para a Andréa Maltarolli e outras mudanças vieram a partir de percepções dela mesma. Logo no início, me pediram para eu deixar de fazer a Sheila como se ela fosse burra. Uma excelente sacada, até porque a Rakelly tinha essa característica e ela ‘pegou’ bastante. Mas com isso, depois do bonde ter partido, tive de trabalhar um outro tipo de interpretação. Busquei inspirações diferentes para fazer outra Sheila.

Onde você encontrou essas inspirações?

Carol Castro – Por mais incrível que pareça, aqui mesmo no Projac encontrei um monte de meninas com características que eu estava procurando para a Sheila. Decidi fazer a personagem com um estilo mais suburbano, totalmente exagerado. A palavra da Sheila é ‘muito’. Ela gesticula muito, os movimentos dela são muito abertos, enfim, tudo nela é um tom acima. E resolvi também inserir uns cacos na fala dela. Comecei a usar gírias que, agora, já vêm escritas no texto. Como o ‘nem’, que pegou mesmo. A primeira vez que ouvi essa expressão foi com uma camareira aqui da Globo.

Quase todas as suas personagens tinham características de vilãs. É mais difícil fazer uma malvada cômica?

Carol Castro – Não sei responder, porque hoje eu já tenho uma experiência em fazer personagens más. É claro que isso ajuda na hora de dosar essa maldade. O que acho que diferencia mais a Sheila das outras vilãs que fiz é o fato dela ter um coração bom. É totalmente diferente da Ruth, que eu interpretei em O Profeta. Ela era uma peste mesmo, era capaz de tudo para conseguir o que queria e foi um trabalho divisor de águas na minha carreira. Mas agora é diferente, minha personagem não quer matar nem machucar ninguém.

Entrevista completa.

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