Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando…
Só o Leo Baiano não pode aproveitar para ganhar dinheiro com as Fotos do Acidente da TAM e com os vídeos do acidente da TAM?
Sei que sou Nordestino, com muito orgulho diga-se de passagem, Baiano cabra da peste, mas só por isso não posso escrever sobre uma noticia que esta sendo divulgada em toda a Internet?
Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas não…
Ontem escrevi, pela primeira vez, sobre um Hype e consegui aumentar as visitas de 200 para 1100. Eu já tinha visto algumas críticas direccionadas a probloggers que publicam hypes e a defesa destes, mas ainda não tinha me sentido na pele.
Em um debate recente, na lista de discussão por e-mail WD, fui acusado de anti-ético, sensacionalista e de aproveitar o sofrimento alheio para ganhar dinheiro. Um grande amigo escreveu um comentário, no post sobre o acidente da TAM, dizendo não acreditar que eu tinha feito aquilo.
O que eu fiz? Eu matei, eu roubei???
Em conversa no MSN fui acusado de combinar palavras chave para atrair visitas.
Isso é pecado?
Lendo um texto do Cardoso tive a brilhante ideia de perguntar ao meu amigo se ele tinha enviado um comentário daquele tipo para os grandes portais…
Não, ele não enviou, fui o único privilegiado.
Lembrem-se, eu poderia estar matando, poderia estar roubando mas não estou! Estou aqui publicando meus, inofensivos textos.
A questão não é o texto, mas a intenção.
Portais têm equipes de jornalistas fazendo a cobertura initerrupta e completa da tragédia, muitas vezes no local do acidente, em cima de fatos. Ou seja, espera-se isso deles: informações. São pagos para isso, e fazem seu trabalho melhor do que qualquer um que não seja formado em comunicação social. A população acessa portais porque sabem que, ali, as chances de obterem uma informação equivocada ou, principalmente, com segundas intenções, são praticamente nulas. Isso chama-se credibilidade.
Qual sua intenção no texto sobre o acidente da Tam? Atrair paraquedistas. Dane-se a informação, dane-se a utilidade, dane-se tudo, o que importa são os centavos do Google. Isso é se aproveitar da ingenuidade e/ou da morbidez alheia. E, o que é pior, isso é denegrir seu próprio nome, ou no caso, do seu próprio blog. Aí você pode questionar: “Por que o Cardoso pode, e eu não?”. Ele teve sorte de ser o primeiro a explorar essa tática, e ainda por cima o fez sob a desculpa de ser um teste. Colou, (quase) ninguém achou ruim, e boa. Pode notar que, neste acidente de anteontem, não há nenhum post pega-paraquedista nos blogs dele.
Para alguém que deseja tanto o reconhecimento dos blogs como mídia, publicar um post pega-paraquedista é contraditório.
Desculpa Léo, mas tinha que escrever isso. Encare meu comentário como uma crítica construtiva, ok?
[]‘s!
Rodrigo, você diz que a questão é a intenção, a intenção dos portais não é ganhar dinheiro?
Então blogs não podem possuir credibilidade? Aqui no meu blog você já leu alguma noticia falsa ou que possa te levar a dúvidar da veracidade dos textos? Se sim então tudo bem, mas se não me então não entendo a questão da credibilidade.
Se quer saber, tive diversas intenções com o post sobre o acidente da TAM e sim, uma delas foi aumentar o número de visitas e clicks porém não foi a única, você esta enganado, a informação foi transmitida.
Sou de um tempo onde ser oportunista era qualidade.
Não vou questionar porque o Cardoso pode, e sim porque você não fala nada quando os grandes portais publicam, porque eles tem “bala na agulha”?
Não se preocupe eu vou encarar com uma critica construtiva mas discordo do que você falou. Se eu estivesse publicando noticias falsas tudo bem, mas noticia vai ser sempre noticia não importa se é um furo (hype).
É como eu disse, Léo: você faz o que quer, o blog é seu, a consciência, idem.
Só acho que escrever e destacar títulos que blogs poderão usar não é algo que acrescenta muito a quem busca informações sobre a tragédia…
[]‘s!
Valeu Rodrigo, pode ter certeza que estou refletindo sobre sua opinião.
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